27 de jun. de 2011
Iso 9000 do Gueto
Começa esta semana o mais novo projeto do rapper GOG, em parceria com a Griô Produções.
A partir do mês de junho o Poeta do Rap Nacional levará para as escolas públicas do Distrito Federal diversos debates e pocket shows. O objetivo é estar mais presente no ambiente escolar com atividades extra-curriculares que agreguem valores e que contribuam para a formação, senso crítico e transformação social dentro das Periferias, sobretudo no diálogo direto com jovens.
O nome do projeto sugere a qualificação da Periferia, pautada em seus próprios temas e realidades. A primeira fase do ISO 9000 do Gueto será realizada em oito escolas públicas do Distrito Federal e discutirá o crack como questão de saúde pública emergencial.
O projeto tem grande procura por parte de professoras e professores da cidade e convites para aplicação em outros estados . Na sua primeira edição, ISO 9000 do Gueto conta com o apoio da secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações realizadas pelo rapper GOG, a maior parte delas continuidade do trabalho que vem desenvolvendo por todo o país, não somente como artista, mas como um dos mais conhecidos rappers ativistas negros da atualidade.
Aguardem as novidades!
8 de abr. de 2011
Convocatória – Lançamento do Festival Internacional de #MusicaLivre – #FimLivre #CulturaDigital #Feminismo
Nós do movimento Música Para Baixar (MPB) compreendemos a música não apenas como entretenimento mas como uma forma da liberdade de expressão de ideias e sentimentos humanos. A falta de transparência na distribuição de recursos advindos da produção e o acesso intermediado por monopólios não contribuem para a diversidade musical brasileira tampouco para uma maior geração de renda dos artífices envolvidos na cadeia produtiva da música.
Vivemos um momento de definições do que é acesso e produção de música. As novas tecnologias, atualmente por terem a capacidade de ampliar as possibilidades de democratização da comunicação, da música e do conhecimento, atravessam um processo de ataques institucionalizados de diferentes setores que acirram a vigilância e o controle sobre o ambiente digital. Leis que regulamentam a circulação de conhecimentos e de propriedade intelectual são cada vez mais rígidas e engessam, por sua vez, as possibilidades criativas, com nítidos objetivos de determinar o que será consumido como cultura.
Ao mesmo tempo, observamos uma histórica segregação das mulheres em determinados espaços na sociedade, da qual deriva a situação de discriminação, invisibilidade e desvalorização da produção das mulheres presente, ainda hoje, também no âmbito da cultura. Queremos, através do Festival, contribuir para a inserção das mulheres em todas as etapas do processo de produção cultural.
O Festival Internacional de Música Livre (#FimLivre) será um espaço de mostra musical e debates, em que valores como colaboração, flexibilização das leis de direito autoral, generosidade intelectual, ativismo, troca, criação livre, licenças livres, redes sociais digitais e produção compartilhada serão elementos a serem discutidos enquanto novas possibilidades que integram a produção musical e desenvolvimento local. Representam um momento único de reapropriação da música, arte, tecnologia e comunicação colaborativa, por todas e principalmente par aqueles que até agora foram excluídos do acesso à criação, produção e apreciação da música.
Reconhecemos o apoio e parceria do Governo do Estado do RS que, através do Gabinete Digital do Governador Tarso Genro, constrói o #FimLivre de forma colaborativa com ativistas da cultura e música digital, para que nesse processo possamos também elaborar políticas públicas para o desenvolvimento de uma sociedade livre para o bem comum, em que a mais pessoas participem desse processo, efetivamente, desde sua concepção até sua implementação.
O desafio também é pensar políticas públicas que considerem as práticas da internet, que organizem cadeias produtivas e modelos de criação, produção e apreciação da música, que fomentem relações sociais, culturais e econômicas justas e transparentes, sem intermediários, para que exista cada vez mais equilíbrio entre remuneração justa d@ criador(a) e gestor(a) das suas obras e o livre acesso aos cidadãos.
Sob essas perspectivas, o Movimento Música Para Baixar convoca organizações, coletivos e indivíduos para lançamento #FimLivre, que acontecerá na Casa de Cultura Mário Quintana, no dia 13 de abril às 16h em Porto Alegre.
O lançamento do #FimLivre é também parte da programação do Festival IberoAmericano “EL MAPA DE TODOS” que acontecerá nos dias 12, 13 e 14 de abril, em Porto Alegre, com participação de artistas de diversos países. Saiba mais: http://www.elmapadetodos.com.br
Serviço:
O que? Lançamento do Festival Internacional de Música Livre – #FimLivre.
O lançamento será transmitido pela internet. O endereço da transmissão será informado neste link: http://openfsm.net/projects/fimlivre/blog/ e nas redes sociais.
Contatos:
Gustavo Anitelli (11) 86996683
Richard Serraria (51) 91047759
14 de mar. de 2011
Mobilização para a Pré Conferência de Cultura Afro-Brasileira, nossa responsabilidade

Em primeiro lugar axé para todos e todas! Peço licença para chegar com as mensagens referentes ao processo da I Pré-Conferência de Cultura Afro-Brasileira do DF!
No Distrito Federal estamos em intenso processo de realização das etapas regionais, setoriais e livres para a III Conferência Distrital de Cultura. A partir da luta empreendida por nós e, com a sensibilidade do Secretário de Cultura do DF e sua equipe, conquistamos um setorial chamado Cutura Afro-brasileira, ou seja, nossas demandas específicas serão debatidas e incorporadas nas propostas da III Conferência, que será a base para as políticas públicas culturais do DF no próximo biênio.
Como todas as nossas conquistas, do povo preto, esta vem com a necessidade de mais trabalho ainda! Teremos no dia 4 de abril, no Espaço Cultural Renato Russo, 508 Sul, a Pré Conferência de Cultura Afro-Brasileira. É lá que elegeremos delegadas e delegados e tiraremos propostas a serem encaminhadas para a Plenária Final. No dia 4, para cada dez pessoas presentes, é possível eleger uma delegada ou um delegado, então, temos que simplesmente lotar o local para garantir máxima representação da nossa temática.
Como sabem, a população negra do DF chega a quase 50% e está presente em todas as Regiões Administrativas. A cadeia produtiva da cultura no DF está cercada por artistas, intelectuais e gestoras/es negros, trabalhando, ou não, com o recorte racial. No ano de 2010 tivemos três importantes conferências, onde formulamos propostas que podemos agora revisitar, incorporar e reafirmar 1. Conapir, Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial 2. Conferência Nacional de Cultura Afro-brasileira 3. Conferência Nacional de Comunicação, onde houve intensa movimentação das Cojiras e Conajira (Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial e Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial). Estamos munidas e munidos. Agora precisamos nos movimentar amplamente, mobilizar a população negra, os movimentos negras, entidades, coletivos, militâncias autônomas, artistas, produtores e produtoras culturais e representantes de toda a nossa riqueza de manifestações.
Precisamos estar, todos e todas, no dia 04 de abril para fazer a Pré-Conferência de Cultura Afro-brasileira e mobilizar as nossas redes para fazer o mesmo. Houveram três reuniões preparatórias para a pré-conferência. Em grupos, estamos produzindo textos para a divulgação, estudando e separando as melhores propostas das conferências anteriores para nos servir com base e vendo a possibilidade de estruturar um espaço para apresentações culturais ao final.
O que precisamos, para além desses grupos montados, é justamente que a divulgação seja replicada, ampla e incansável, atingindo todas as cidades do DF. E por isso o presente e-mail. Um pedido para nos unirmos em torno deste momento tão importante. “Guerra preta, estratégia quilombola”! Acredito que é importe a participação de todos os setores e pessoas, mesmo as não ligadas diretamente ao movimento cultural. Afinal, a cultura negra e todas as suas manifestações, sempre cumpriram o papel de transformar as relações e sobreviver criando uma espécie de sobrecultura: a da resistência.
A Conferência de Cultura do Distrito Federal será realizada de 28 de abril a 1 de maio. Lá também deveremos estar todos e todas juntas, seja para votar propostas, observar ou simplesmente compor e reforçar quantas e quantos somos, nossa força.
Por último, temos a possibilidade de criar algumas moções para a plenária geral da Conferência. Acredito que tenhamos muitas questões a colocar nesse sentido, como por exemplo o vinte de novembro feriado.
Vamos compor no sentido de mostrar força, presença e consistência de nossas propostas. Penso que por meio da discussão e implementação de políticas públicas para a cultura avançaremos muito na luta por igualdade racial no DF.
Para ter acesso a mais informações e para baixar a ficha de inscrição da pré-conferência e da conferência, acessem: http://www.
Por favor, repasse estas informações para suas redes!!!
11 de mar. de 2011
Conquista Ancestral
