21 de jan de 1999

ARTISTAS

GOG

Que GOG é referência nacional todo mundo sabe. Nos seus vinte e cinco anos de carreira, sempre defendeu a produção independente no hip hop. Inicialmente era B-boy. Sempre politizado. Militante incansável das causas sociais. Primeiro cantor de rap nacional a abrir o seu próprio selo, por onde colocou nas ruas ótimos trabalhos, seus, e de outros importantes grupos do Distrito Federal e Entorno. Investiu em formas de distribuição ainda inovadoras para a maioria dos rappers brasileiros.
Para além do compromisso social, o compromisso com seu trabalho artístico e com os artistas que colocou no mercado, GOG tem um currículo extenso de estrada. Vinte e seis anos de carreira, nove discos lançados e diversos prêmios. Aos quarenta e quatro anos tem a mente impressionamenten oxigenada e progressista. Um dos resultados da maturidade do ritmo e poesia de Genival Oliveira Gonçalves é o DVD Cartão Postal Bomba, gravado com a banda MPB-Black, com participações especiais do rap, além de artistas consagrados da Música Popular Brasileira, como Paulo Diniz, Lenine, Maria Rita e Gerson King Combo.
Em 2010 espera para mostrar mais resultados de sucesso, como por exemplo, o lançamento do livro "A Rima Denuncia", onde conta, além da sua história de artista e militante, importantes marcos da cultura hip hop e algumas composições ainda inéditas.
Membro atuante do Movimento Música para Baixar, o Poeta do Rap Nacional vem fazendo importantes discussões sobre Direito Autoral. Todos os seus discos podem ser baixados no site
http://www.rapnacional.com.br/, gratuitamente ou com uma contribuição, à sua escolha. Sirva-se à vontade, GOG não tem contra-indicação e faz bem.
Prestigie posições periféricas, pancadas poéticas, papo parabólico para povo pedindo passagem pelo pensamento precurssor. Proponho: passeie pela proposta preciosa: G-O-G! Prepadad@?

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Vera Verônica

Militante do movimento cultural hip hop desde o ano de 1992, Vera Verônika atua como Rapper, Pedagoga, Palestrante e Produtora de eventos voltados às comunidades carentes e jovens em estado de risco. Seu primeiro trabalho solo, intitulado VERA VERONIKA CANTA-MPB-RAP Música p/ o Povo Brasileiro em Ritmo e Poesia, traz 26 faixas, entre músicas e interludes. Rap, samba, reggae e mpb, com variadas participações como GOG , X (ex cambio negro), Dino Black ,Dj Raffa, R-Dy, Rey (Cirurgia Moral) , entre outros nomes no rap nacional .
Juntamente com a música, desenvolve trabalho social no Recanto da Paz, situado em Valparaíso de GO, onde coordena um lar com crianças em idade entre 0 a 16 anos. A renda para desenvolver este projeto provém do artesanato fabricado pelas crianças e comercializado na feira da Torre de TV de Brasília, além do retorno dos shows e palestras da cantora e a colaboração dos amigos.
A grande luta da rapper é pelo resgate da auto-estima dos jovens evadidos das escolas, em estado de risco, envolvidos em gangues, prostituição infantil e menores infratores. Com eles trabalha, sobretudo, questões de gênero e raça. Há três anos desenvolve o projeto Rap e Educação (O Rap como instrumento pedagógico no cotidiano do jovem de periferia).
No palco, Verônika conta com a presença do Dj Chokolaty, uma das figuras mais importantes do cenário brasiliense.
Com várias apresentações no DF, GO, SP, RJ e outros estados, Vera Verônika fez participações em diversas coletâneas, shows beneficentes, festivais culturais de rap como Minas na Rima, Picasso não Pichava, 300 anos de Zumbi, Hip-Hop pela paz I, II, III, 24 horas de rap do I ao V, RAP Chrystimas, Festival HUTUS 2004 e 2006, Fórum Nacional de Hip Hop em Goiânia, Festival Abril Pro Rap 2005, Fórum de Gênero e Raça no RJ, Fórum de HIP HOP do DF e Entorno , Projeto Minas da Rima 2005 edição RJ, entre outros. Publicou artigos em jornais, revistas, rádios, palestras e debates em escolas, orfanatos, reformatórios, núcleos de educação e centros sociais. Algumas das palestras de Vera Verônika: Aniversario da Fundação Cultural Palmares com o debate do filme “Vista minha pele”, O papel da mulher no movimento hip hop, O rap como instrumento pedagógico, Dimensão de gênero e raça no movimento cultural hip hop, Seminário Minas da rima, entre outras.

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Nego Dé

No ano de 1991 André Felipe, vulgo Nego Dé, inconformado com a realidade social da Região Administrativa de Ceilândia onde morava, escreve os primeiros versos que mais tarde viriam a ser sua arma de protesto transformada em letras de rap. Nos anos seguintes seus anseios foram divididos com mais dois colegas, Kubano e Beetles, formando, assim, em 1995, o grupo Falso Sistema, que participou da formação da identidade do rap no Distrito Federal e Entorno.
As diversas apresentações renderam sucesso para o grupo e para Nego Dé. Em 1998 foi convidado a participar de uma música do álbum “Das Trevas à Luz” do rapper GOG, juntamente com Japão (Viela 17) e FÉLIX – COBAN. A faixa, chamada “Somente Deus por Testemunha” teve boa aceitação do público. Nego Dé foi um dos destaques e passou a ser conhecido nacionalmente. No mesmo ano o FALSO SISTEMA participou da coletânea “Linha de Frente” pela gravadora paulista NOSSO SOM, com duas músicas que se destacam com o estilo próprio das letras de Nego Dé. No ano de 1999, o grupo assina com a gravadora CD BOX e inicia a gravação do álbum com produção do DJ Elívio Blower e direção do DJ Mano Mix e Falso Sistema. Em meio às gravações nos estúdios surge a proposta vinda de Mano Mix de lançar um projeto no qual rappers e DJs de vários grupos formassem um só. O projeto foi adiante e de imediato começou a gravar com o nome de M.A.F.I.A. (Malucos Aliados Fudidamente Irritados com a Alienação), que tinha como integrantes Nego Dé, Dino Black, WM, DJ Beetles e Mano Mix. Em maio de 2000 lançam o álbum “Só Mafioso Na Rima” pela CD BOX e mais uma vez a performance de Nego Dé é um dos destaques. Ainda em 2000 o álbum “Contra Ataque – 1º Ato” do Falso Sistema é lançado e tem ótimas críticas. Em 2001 a convite da gravadora CD BOX, Nego Dé interpreta quase todas as faixas do 1º álbum do grupo A Entidade e passa definitivamente a ser considerado um dos maiores rappers do Centro-Oeste. Também em 2001 Falso Sistema lança um LP independente com três faixas somente em vinil. Em 2002 o grupo se desfez e Nego Dé reiniciou a caminhada solo.
Em 2007 foi convidado novamente pelo rapper GOG a participar de seu DVD, gravado na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro. Atualmente trabalha em seu 1º álbum “O Peão Que Deu Um Xeque-Mate”, que expõe reviravoltas do dia-dia, com o objetivo de trazer reflexão em busca de mais igualdade e paz interior. Cada faixa relata uma passagem de experiências que todos nós passamos na vida. Em 2010 Dé lançará seu primeiro disco solo pelo selo Só Balanço.


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Ignore Por Favor

Pedro Sussumu, ou, se preferir, "Ignore Por Favor", pontuou os primeiros traços no graffiti no ano de 2000. Nessa época, seu pseudônimo era Ducontra. Qualquer semelhança não é mera coincidência: a busca de novas linguagens o levou a unir-se com importantes nomes do grafffiti como Daniel Melim, Odirlei Regazzo (Sapo), Rodrigo Souto (Maionese) e Thomas Heberton (Sinho). E eis que, juntos, formaram um dos crews mais conhecidos de São Paulo, Ducontra.

Ignore por Favor, desde o início esbanjando originalidade, ousadia e inspiração, rapidamente transformou-se em referência para os novos escritores de rua.
Em 2002 iniciou o que marcaria seu trabalho: o uso da tinta látex, não apenas como elemento secundário do graffiti, como protagonista de toda sua obra. No ano seguinte, seu trabalho ganhou força e inspirou uma das melhores festas de graffiti de São Paulo até então: a "Spray não entra", com algumas participações muito especiais, como a ANX (Fhinok, Saguy).
Após formar-se em Artes Cênicas (2004) na antiga faculdade Teresa D´Avila, em Santo André, buscou novos elementos artísticos e principalmente um trabalho mais teórico, levando-o a uma pós-graduação em história da arte (pós modernismo).
Nos meses seguintes a um estudo mais aprofundado, o resultado foi o retorno da técnica e do efeito visual, onde o conceito ou a razão está nas experiências que o levam a pintar determinado tema. Sua técnica, misto de látex e spray, tem uma resposta fácil entre o renascentismo e o impressionismo, e de aplicação dual na rua e na tela, igual e diferente e diferente de tudo o que se viu.
O trabalho de Ignore Por Favor está nas ruas de todo o país e também em telas. Nos muros, na academia, em algumas paredes particulares e nas capas de algumas dezenas de revistas. Quem vê impressiona-se com uso de cores, o olhar e a sensibilidade bastante particulares, impossíveis de confundir. Mais impossível ainda Ignorar, mesmo pedindo Por Favor.

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Brasil Style B.Girls

O grupo Brasil Style B. Girls (BSB. Girls) foi formado em 2003. Primeiro grupo de Breaking do Distrito Federal composto exclusivamente por mulheres. O BSBGIRLS visa incentivar a prática do Breaking entre o público feminino (Bgirling), divulgando-o e contribuindo para o fortalecimento da cultura Hip Hop no Brasil, através da Arte-Educação, por meio de Oficinas, workshop, apresentações, shows, competições, montagens de espetáculos, campanhas publicitárias e fazer com que essa modalidade de dança seja reconhecida como dança moderna e contemporânea, por desenvolver o mesmo nível técnico. Buscando o profissionalismo.

O grupo conta hoje com sete integrantes, na faixa etária de 21 a 30 anos e uma escolinha com mais quatro integrantes de 16 a 18 anos. Sendo que duas do grupo base são de São Paulo e uma do Curitiba. Apesar do pouco tempo de formação, o BSB.Girls tem em seu currículo diversas apresentações, com destaque em participações nos eventos Brasília Music Festival Mix 2005 e Vivo Open Air, além dos shows de lançamento do disco “Tarja Preta”, do rapper GOG e participação nas comemorações da Semana da Consciência Negra, organizada pela Fundação Palmares.Além de apresentações por três anos consecutivos, o grupo conquistou varias premiações:

· Destaque Feminino no Festival Brasileiro de Dança de Rua/DF em 2003.
· Campeãs na modalidade “coreografia em dupla” Festival Brasileiro de Dança de Rua/DF 2004.
· 1º e 2º lugar (individual de Bgirls) na Batalha 3 versus 3 em 2005.
· 1º e 2º lugar (individual de Bgirls) no Meeting Hip Hop Indaiatuba/SP em 2005.
· 1º lugar (individual de Bgirls) no I Festival Livre Movimento Break Dance de Ermelino Matarazzo/SP em 2005.
· 1º lugar (batalha de Footwork) Meeting Hip Hop Valinhos/SP em 2005, tendo a primeira mulher a conseguir essa colocação no País.
· Primeiras mulheres a participar da competição mundial Red Bull BC one/SP em 2006.
· 3º lugar no Festival internacional de Hip Hop Em curitiba.
· 1ºLugar na Battle of The Year Brasil, São Paulo.

Com o intuito de divulgar a Cultura Hip Hop e contribuir para a valorização do Bgirling e da mulher. O BSB.Girls é um grupo inovador, empreendedor que mudou o cenário nacional. Tem um trabalho diferenciado, que visa inserir a prática da dança de rua em academias desportivas, festivais de dança, centros culturais, etc. Desenvolvem um trabalho de estudo e pesquisa com cultura afro brasileira e a cultura afro americana e suas semelhanças.


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1 comentários:

Paula Tavares disse...

pTo choquita!!! Rs!! Amei o blog Sá e se quiserem, tem uma amiga que faz registros fotográficos maravilhosos de um terreiro em Garulhos há anos, trabalho sério e poético ;)Bjbj
Paula (Dri!)

 

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