21 de jan de 1999

ARTISTAS

GOG

Que GOG é referência nacional todo mundo sabe. Nos seus vinte e cinco anos de carreira, sempre defendeu a produção independente no hip hop. Inicialmente era B-boy. Sempre politizado. Militante incansável das causas sociais. Primeiro cantor de rap nacional a abrir o seu próprio selo, por onde colocou nas ruas ótimos trabalhos, seus, e de outros importantes grupos do Distrito Federal e Entorno. Investiu em formas de distribuição ainda inovadoras para a maioria dos rappers brasileiros.
Para além do compromisso social, o compromisso com seu trabalho artístico e com os artistas que colocou no mercado, GOG tem um currículo extenso de estrada. Vinte e seis anos de carreira, nove discos lançados e diversos prêmios. Aos quarenta e quatro anos tem a mente impressionamenten oxigenada e progressista. Um dos resultados da maturidade do ritmo e poesia de Genival Oliveira Gonçalves é o DVD Cartão Postal Bomba, gravado com a banda MPB-Black, com participações especiais do rap, além de artistas consagrados da Música Popular Brasileira, como Paulo Diniz, Lenine, Maria Rita e Gerson King Combo.
Em 2010 espera para mostrar mais resultados de sucesso, como por exemplo, o lançamento do livro "A Rima Denuncia", onde conta, além da sua história de artista e militante, importantes marcos da cultura hip hop e algumas composições ainda inéditas.
Membro atuante do Movimento Música para Baixar, o Poeta do Rap Nacional vem fazendo importantes discussões sobre Direito Autoral. Todos os seus discos podem ser baixados no site
http://www.rapnacional.com.br/, gratuitamente ou com uma contribuição, à sua escolha. Sirva-se à vontade, GOG não tem contra-indicação e faz bem.
Prestigie posições periféricas, pancadas poéticas, papo parabólico para povo pedindo passagem pelo pensamento precurssor. Proponho: passeie pela proposta preciosa: G-O-G! Prepadad@?

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Vera Verônica

Militante do movimento cultural hip hop desde o ano de 1992, Vera Verônika atua como Rapper, Pedagoga, Palestrante e Produtora de eventos voltados às comunidades carentes e jovens em estado de risco. Seu primeiro trabalho solo, intitulado VERA VERONIKA CANTA-MPB-RAP Música p/ o Povo Brasileiro em Ritmo e Poesia, traz 26 faixas, entre músicas e interludes. Rap, samba, reggae e mpb, com variadas participações como GOG , X (ex cambio negro), Dino Black ,Dj Raffa, R-Dy, Rey (Cirurgia Moral) , entre outros nomes no rap nacional .
Juntamente com a música, desenvolve trabalho social no Recanto da Paz, situado em Valparaíso de GO, onde coordena um lar com crianças em idade entre 0 a 16 anos. A renda para desenvolver este projeto provém do artesanato fabricado pelas crianças e comercializado na feira da Torre de TV de Brasília, além do retorno dos shows e palestras da cantora e a colaboração dos amigos.
A grande luta da rapper é pelo resgate da auto-estima dos jovens evadidos das escolas, em estado de risco, envolvidos em gangues, prostituição infantil e menores infratores. Com eles trabalha, sobretudo, questões de gênero e raça. Há três anos desenvolve o projeto Rap e Educação (O Rap como instrumento pedagógico no cotidiano do jovem de periferia).
No palco, Verônika conta com a presença do Dj Chokolaty, uma das figuras mais importantes do cenário brasiliense.
Com várias apresentações no DF, GO, SP, RJ e outros estados, Vera Verônika fez participações em diversas coletâneas, shows beneficentes, festivais culturais de rap como Minas na Rima, Picasso não Pichava, 300 anos de Zumbi, Hip-Hop pela paz I, II, III, 24 horas de rap do I ao V, RAP Chrystimas, Festival HUTUS 2004 e 2006, Fórum Nacional de Hip Hop em Goiânia, Festival Abril Pro Rap 2005, Fórum de Gênero e Raça no RJ, Fórum de HIP HOP do DF e Entorno , Projeto Minas da Rima 2005 edição RJ, entre outros. Publicou artigos em jornais, revistas, rádios, palestras e debates em escolas, orfanatos, reformatórios, núcleos de educação e centros sociais. Algumas das palestras de Vera Verônika: Aniversario da Fundação Cultural Palmares com o debate do filme “Vista minha pele”, O papel da mulher no movimento hip hop, O rap como instrumento pedagógico, Dimensão de gênero e raça no movimento cultural hip hop, Seminário Minas da rima, entre outras.

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Nego Dé

No ano de 1991 André Felipe, vulgo Nego Dé, inconformado com a realidade social da Região Administrativa de Ceilândia onde morava, escreve os primeiros versos que mais tarde viriam a ser sua arma de protesto transformada em letras de rap. Nos anos seguintes seus anseios foram divididos com mais dois colegas, Kubano e Beetles, formando, assim, em 1995, o grupo Falso Sistema, que participou da formação da identidade do rap no Distrito Federal e Entorno.
As diversas apresentações renderam sucesso para o grupo e para Nego Dé. Em 1998 foi convidado a participar de uma música do álbum “Das Trevas à Luz” do rapper GOG, juntamente com Japão (Viela 17) e FÉLIX – COBAN. A faixa, chamada “Somente Deus por Testemunha” teve boa aceitação do público. Nego Dé foi um dos destaques e passou a ser conhecido nacionalmente. No mesmo ano o FALSO SISTEMA participou da coletânea “Linha de Frente” pela gravadora paulista NOSSO SOM, com duas músicas que se destacam com o estilo próprio das letras de Nego Dé. No ano de 1999, o grupo assina com a gravadora CD BOX e inicia a gravação do álbum com produção do DJ Elívio Blower e direção do DJ Mano Mix e Falso Sistema. Em meio às gravações nos estúdios surge a proposta vinda de Mano Mix de lançar um projeto no qual rappers e DJs de vários grupos formassem um só. O projeto foi adiante e de imediato começou a gravar com o nome de M.A.F.I.A. (Malucos Aliados Fudidamente Irritados com a Alienação), que tinha como integrantes Nego Dé, Dino Black, WM, DJ Beetles e Mano Mix. Em maio de 2000 lançam o álbum “Só Mafioso Na Rima” pela CD BOX e mais uma vez a performance de Nego Dé é um dos destaques. Ainda em 2000 o álbum “Contra Ataque – 1º Ato” do Falso Sistema é lançado e tem ótimas críticas. Em 2001 a convite da gravadora CD BOX, Nego Dé interpreta quase todas as faixas do 1º álbum do grupo A Entidade e passa definitivamente a ser considerado um dos maiores rappers do Centro-Oeste. Também em 2001 Falso Sistema lança um LP independente com três faixas somente em vinil. Em 2002 o grupo se desfez e Nego Dé reiniciou a caminhada solo.
Em 2007 foi convidado novamente pelo rapper GOG a participar de seu DVD, gravado na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro. Atualmente trabalha em seu 1º álbum “O Peão Que Deu Um Xeque-Mate”, que expõe reviravoltas do dia-dia, com o objetivo de trazer reflexão em busca de mais igualdade e paz interior. Cada faixa relata uma passagem de experiências que todos nós passamos na vida. Em 2010 Dé lançará seu primeiro disco solo pelo selo Só Balanço.


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Ignore Por Favor

Pedro Sussumu, ou, se preferir, "Ignore Por Favor", pontuou os primeiros traços no graffiti no ano de 2000. Nessa época, seu pseudônimo era Ducontra. Qualquer semelhança não é mera coincidência: a busca de novas linguagens o levou a unir-se com importantes nomes do grafffiti como Daniel Melim, Odirlei Regazzo (Sapo), Rodrigo Souto (Maionese) e Thomas Heberton (Sinho). E eis que, juntos, formaram um dos crews mais conhecidos de São Paulo, Ducontra.

Ignore por Favor, desde o início esbanjando originalidade, ousadia e inspiração, rapidamente transformou-se em referência para os novos escritores de rua.
Em 2002 iniciou o que marcaria seu trabalho: o uso da tinta látex, não apenas como elemento secundário do graffiti, como protagonista de toda sua obra. No ano seguinte, seu trabalho ganhou força e inspirou uma das melhores festas de graffiti de São Paulo até então: a "Spray não entra", com algumas participações muito especiais, como a ANX (Fhinok, Saguy).
Após formar-se em Artes Cênicas (2004) na antiga faculdade Teresa D´Avila, em Santo André, buscou novos elementos artísticos e principalmente um trabalho mais teórico, levando-o a uma pós-graduação em história da arte (pós modernismo).
Nos meses seguintes a um estudo mais aprofundado, o resultado foi o retorno da técnica e do efeito visual, onde o conceito ou a razão está nas experiências que o levam a pintar determinado tema. Sua técnica, misto de látex e spray, tem uma resposta fácil entre o renascentismo e o impressionismo, e de aplicação dual na rua e na tela, igual e diferente e diferente de tudo o que se viu.
O trabalho de Ignore Por Favor está nas ruas de todo o país e também em telas. Nos muros, na academia, em algumas paredes particulares e nas capas de algumas dezenas de revistas. Quem vê impressiona-se com uso de cores, o olhar e a sensibilidade bastante particulares, impossíveis de confundir. Mais impossível ainda Ignorar, mesmo pedindo Por Favor.

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Brasil Style B.Girls

O grupo Brasil Style B. Girls (BSB. Girls) foi formado em 2003. Primeiro grupo de Breaking do Distrito Federal composto exclusivamente por mulheres. O BSBGIRLS visa incentivar a prática do Breaking entre o público feminino (Bgirling), divulgando-o e contribuindo para o fortalecimento da cultura Hip Hop no Brasil, através da Arte-Educação, por meio de Oficinas, workshop, apresentações, shows, competições, montagens de espetáculos, campanhas publicitárias e fazer com que essa modalidade de dança seja reconhecida como dança moderna e contemporânea, por desenvolver o mesmo nível técnico. Buscando o profissionalismo.

O grupo conta hoje com sete integrantes, na faixa etária de 21 a 30 anos e uma escolinha com mais quatro integrantes de 16 a 18 anos. Sendo que duas do grupo base são de São Paulo e uma do Curitiba. Apesar do pouco tempo de formação, o BSB.Girls tem em seu currículo diversas apresentações, com destaque em participações nos eventos Brasília Music Festival Mix 2005 e Vivo Open Air, além dos shows de lançamento do disco “Tarja Preta”, do rapper GOG e participação nas comemorações da Semana da Consciência Negra, organizada pela Fundação Palmares.Além de apresentações por três anos consecutivos, o grupo conquistou varias premiações:

· Destaque Feminino no Festival Brasileiro de Dança de Rua/DF em 2003.
· Campeãs na modalidade “coreografia em dupla” Festival Brasileiro de Dança de Rua/DF 2004.
· 1º e 2º lugar (individual de Bgirls) na Batalha 3 versus 3 em 2005.
· 1º e 2º lugar (individual de Bgirls) no Meeting Hip Hop Indaiatuba/SP em 2005.
· 1º lugar (individual de Bgirls) no I Festival Livre Movimento Break Dance de Ermelino Matarazzo/SP em 2005.
· 1º lugar (batalha de Footwork) Meeting Hip Hop Valinhos/SP em 2005, tendo a primeira mulher a conseguir essa colocação no País.
· Primeiras mulheres a participar da competição mundial Red Bull BC one/SP em 2006.
· 3º lugar no Festival internacional de Hip Hop Em curitiba.
· 1ºLugar na Battle of The Year Brasil, São Paulo.

Com o intuito de divulgar a Cultura Hip Hop e contribuir para a valorização do Bgirling e da mulher. O BSB.Girls é um grupo inovador, empreendedor que mudou o cenário nacional. Tem um trabalho diferenciado, que visa inserir a prática da dança de rua em academias desportivas, festivais de dança, centros culturais, etc. Desenvolvem um trabalho de estudo e pesquisa com cultura afro brasileira e a cultura afro americana e suas semelhanças.


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19 de jan de 1999

Projetos

Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha

No dia 25 de julho de 1992, mulheres negras de setenta países participaram do I Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do caribe, na República Dominicana. Para traçar um marco de reflexão acerca das condições da mulher negra nestes continentes, debater temas relacionados ao racismo, sexismo, machismo, bem como outras importantes lutas e desigualdades a serem superadas, foi instituído o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha. Um marco de luta e resistência da mulher negra por oportunidades, visibilidade e lugar de fala.

O festival compreende uma semana de eventos contemplando várias manifestações culturais, bem como ações em educação e saúde da mulher negra. Uma oportunidade de consolidar, na capital do país o dia 25 e 31 de julho, promover algumas transformações nas relações de gênero e raça, valorizar e proporcionar auto-estima, além diminuir a vulnerabilidade da mulher negra por meio de capacitação, espaços de encontro e apresentações artísticas.

Trata-se de um festival com apresentações culturais, cineclube, palestras, feira de afro-negócios e campanhas de políticas públicas destinadas à mulher negra.

Em um país de dimensões continentais, é importante mostrar o número absoluto dessa porcentagem. As mulheres negras somam 46.477.902. A taxa de participação das mulheres negras no mercado de trabalho são as mais baixas, considerando dados desagregados por cor/raça e gênero. Já o percentual de mulheres negras envolvidas em trabalhos domésticos é quase o dobro do percentual de mulheres brancas na mesma situação. São 21,6% de mulheres negras, para 12,6% de mulheres brancas. Os dados mais chocantes referem-se à renda média, onde o contingente das mulheres negras distancia-se bastante das mulheres brancas e também dos homens negros, sem considerar os homens brancos, que estão consideravelmente à frente de todos os demais segmentos. A renda das mulheres negras é R$ 383,39; em seguida os homens negros têm renda média de R$ 583,25; as mulheres brancas, R$ 742,05; e os homens brancos, R$ 1.181,09.

Diante disso, o festival, para além de uma data comemorativa, propõe-se a constituir-se em ação afirmativa por empoderamento e melhores condições para as mulheres afrolatinas. Prevê a participação de mulheres não-negras e homens, a fim de ampliar a rede de luta pela igualdade de direitos, entendendo que esta luta é de todas e todos.

Latinidades, a Griô na TV Comunitária do DF

O programa Latinidades é uma casa cheia de cores, ritmos, sabores e idéias, onde as pessoas se encontram infalivelmente. Também um espaço para debate e circulação da produção cultural independente da América Latina. E, por que não, oportunidade pra mostrar quanta latinidade tem no sangue de brasileiras e brasileiros e alimentar, assim, o sentimento de pertencimento e identificação com a cultura do continente.

Salpicado de cores, culturas, ritmos e poesias é o continente latino-americano, ainda tão pouco conhecido pelos próprios integrantes. Que ritmos são populares na Argentina ou no Chile? Que comidas poderiam ser experimentadas na Guatemala? Qual o esporte tipicamente venezuelano? O que temos todos em comum? Qual o nível de reconhecimento latino-americano entre nós brasileiros?

Além de dar visibilidade ao mosaico cultural de diversidades que gritam pela América Latina, Latinidades levanta importantes debates sobre políticas públicas culturais, financiamentos, produção independente, circulação dos produtos culturais, visibilidade às iniciativas de cooperação cultural, entre outras questões.

Latinidades tem produção Griô (www.grio.art.br), apresentação Jaqueline Fernandes. Vinhetas e créditos Ignore Por Favor e Chaia Dechen e trilha sonora de Márcio Hofmann.

Todas as sextas-feiras, às 16h30 na TV Cidade Livre. Canal 8 da Net. Vcoê também pode acessar WWW.tvcomunitariadodf.com.br e assistir do seu computador.

Antena Cultural

Projeto realizado nas escolas como auxílio pedagógico voltado para estudantes do Distrito Federal e Entorno. Objetiva, a partir da discussão de questões do cotidiano periférico, interagir com @s jovens com temas que se relacionem com seu universo.

As oficinas são direcionadas à capacitação de jovens com os temas capoeira angola, artes plásticas, dança, literatura e música, além de produção independente de mídia, com a oficina de comunicação denominada “Periferia e Notícia”. Assim, o projeto cria diálogo com jovens e adolescentes em fase de escolarização por meio de atividades de capacitação e lazer que provocam interação, reflexão e ação na vida pessoal e escolar, considerando, assim, as vivências trazidas do cotidiano e as absorvidas na escola.

A proposta envolve tecnologia, educação, empreendedorismo, entretenimento e cultura, além de arrecadar alimentos não perecíveis que serão destinados à instituições/entidades que atendam jovens em situação de risco, nas periferias, agregando o projeto Djs Contra a Fome no encerramento das oficinas, como atividade lúdica e de solidariedade.

Conexões Griô

Circuito de palestras e festival de música realizado nas Regiões Administrativas do Distrito Federal e Entorno, em praças ou locais abertos, com apresentações culturais gratuitas.

Conexões Griô é voltado primordialmente ao público jovem, objetivando trazê-lo para arte em busca de auto-estima, engajamento social e saúde mental, como forma de contribuir para a diminuição da violência. É constituído a partir da idéia de fazer conexão com artistas independentes das periferias de todo o país, além de levar capacitação, formação e debate às/aos jovens das periferias do DF e Entorno.

Brasília é conhecida por constituir berço de grande mosaico cultural, sobretudo pelo resultado da fusão de influências diretamente relacionadas ao processo migratório que deu origem ao nascimento da capital. Diferentes manifestações e estilos musicais surgem diariamente pelas vinte e nove Regiões Administrativas do Distrito Federal. Esta diversidade hoje não muitas oportunidades de visibilidade e circulação, nos meios de comunicação, tampouco nos palcos brasileiros.

Existe, cada vez mais, a necessidade de abrir públicos e palcos para os artistas das periferias, sobretudo nas próprias periferias. E, claro, levá-las para o centro. A maior parte das RAs do DF é formada por periferias. Nelas está concentrada a população com menor renda, piores condições sociais e econômicas. É necessário levar a esse público acesso à produção artística.

A presente iniciativa pretende ser trampolim para a circulação da música produzida nas periferias e oferecer ao público a oportunidade de conhecer melhor o mosaico cultural de todas as cidades, incluindo outras regiões do país.

O intercâmbio e a identidade cultural entre as RAS necessitam ser fomentados para a criação de novos públicos consumidores da cultura do Distrito Federal e Entorno, dentro e fora da capital.

É grande a necessidade de criar mecanismos para promover o registro e a circulação da produção artística desenvolvida nas cidades do Distrito Federal de modo a promover, não só o acesso aos bens culturais que normalmente não estão em evidência, mas, o incentivo ao potencial criativo dos jovens das periferias de todo o Brasil.

Festival Acesso

No Distrito Federal a cultura hip hop chegou em meados de 1983. Desde então diversos grupos de break, grafite, DJ e mc emprestam sua arte às periferias, formando jovens com trabalhos sociais diversos.

Muitos dos grupos desses quatro elementos, break, DJ, MC e grafite roubaram a cena nacionalmente trazendo prêmios, reconhecimento e auto-estima para o distrito federal e entorno. É com o intuito de resgatar toda a história da cultura hip hop no DF e prestar-lhe homenagem nos cinqüenta anos de Brasília que o festival ACESSO surge.

Com a perspectiva de mostrar à população candanga que o hip hop é arte, movimento social, formação, capacitação, desenvolvimento humano, educação, saúde, sustentabilidade e auto-estima. O principal objetivo é realizar um encontro da cultura hip hop com apresentações gratuitas, exposição, cineclube, debates, oficinas de capacitação, palestras e apresentações culturais com entrada franca, no centro da capital. O Hip-Hop tem sido uma das principais ferramentas voz à juventude marginalizada com pequenas perspectivas de emprego e com acesso limitado à educação. Para grande parte dos jovens o hip-hop é uma sala de aula. Através do rap, eles aprenderam sobre seus heróis a luta contra a opressão e para muitos é aí que nesses jovens são introduzidos os conceitos de educação, democracia e cidadania.

Aqui, a palavra é a ferramenta de inclusão daquele que não tem acesso ao ensino oficial em uma sociedade regida pelos que dominam a palavra escrita, os chamados letrados. Onde a palavra oral perdeu o poder e os que detêm esse poder são os que sabem ler, são os que detêm a informação em uma sociedade desigual, em que muitas vezes estão em lados opostos letrados e iletrados. Ao tomar para si o poder da palavra pela oralidade em primeiro lugar, mas também pela escrita, o rapper, que em tese está do lado dos iletrados, reaviva o conceito de palavra nessa grande comunidade urbana e marginalizada formada pela periferia.

O Hip Hop do Distrito Federal tem se destacado nacionalmente. O grupo Atitude Feminina, por exemplo, foi premiado mais de uma vez com o premio Hutuz, o mais importante do gênero no Brasil. O grupo de break BSB-girls vem representando Brasília dentro e fora do país, assim como o grupo DF Zulu, pioneiro na capital. Aqui vimos nascer o primeiro selo de rap lançado por um MC no país, o primeiro DJ filho de maestro da história, a primeira MC mestra em educação incluindo a linguagem hip hop nas escolas, milhares de iniciativas pioneiras, reiventando o jeito de fazer hip hop. A cultura hip hop do DF destacou-se em todo o país por suas peculiaridades, pela reinvenção, o encontro com novas culturas, do velho com o novo, do jeito que a capital de cinqüenta anos agrega a cultura de quinhentos seja qual for o estilo. Por entender que a história de grupos como DF Zulu, Black Spin, BSB-Girls, Câmbio Negro, GOG, Dj Raffa, TDZ, Código penal. Cirurgia Moral, Viela 17, Vera Verônica, Nego Dé, Falso Sitema, Magrellos, tantos DJs, tantos MCs, tantos festivais, tantas histórias possam ser relembradas e contadas à novas gerações. História esta que corre o risco de perder-se.

Cine Conic

O projeto Cine Conic trata-se da montagem de uma estrutura de cinema itinerante no Setor de Diversões Sul de Brasília, o Conic, para mostras de audiovisuais com entrada mediante a participação de uma campanha de arrecadação alimentos e livros para doação.

A proposta é montar cinco dias de Cine Conic, sendo três destinados à Mostra de Cinema Negro e dois para o Festival de Vídeo-clipes Brasilienses.

A mostra de Cinema Negro tem como foco dar visibilidade à produção audiovisual nacional realizada por negras e negros. Já o Festival de Vídeo-clipes Brasilienses destina-se à circulação da produção fonográfica e audiovisual diretamente ligada ao mercado cultural da capital.

O projeto trata-se, ao mesmo tempo de uma ação afirmativa no que diz respeito à oportunidade de veiculação da produção nacional de cinema negro e, em relação à cadeia produtiva da música, um movimento de promoção e divulgação dos artistas locais. Em ambos casos buscando geração de renda e oportunidade de trabalho.

Cine Conic visa ampliar o acesso aos moradores das Regiões Administrativas do Distrito Federal ao cinema, uma vez que os preços praticados na capital são excludentes e que as principais salas são de difícil acesso para quem depende de transporte público. Para tanto, propõe-se garantir não somente seções de cinema com entrada franca no centro de Brasília, como garantir o transporte gratuito saindo das Regiões Administrativas para o Conic e do Conic para as regiões Administrativas, antes e após as seções. O Setor de Diversões Sul, Conic, localiza-se no centro de Brasília, ao lado da rodoviária que liga todas as regiões Administrativas do Distrito Federal, oferecendo fácil acesso ao público. A maior parte dos projetos Griô são executados neste local por constituir ponto central entre todas cidades do Distrito Federal e ainda por apoiarmos o Projeto de Revitalização do Centro de Brasília, idealizado pela ONG Marka.

Para apresentar seu material ser parceiro do Cine Conic, entre em contato conosco.

Produção Executiva/Artística Festival de Cultura Afro-Brasileira CaraECulturaNegra

O Projeto CaraECulturaNEGRA foi idealizado há cerca de 4 anos pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Cidade – MARKA - e pela Prefeitura Comunitária do Setor de Diversões Sul, e conta com a Lei de Incentivo à Cultura. A produção cultural do festival é realizada pela Griô Produções. Na edição 2007 passaram pelo palco do CaraeCulturaNegra atrações de diversos estados brasileiros e diferentes estilos musicais. Nomes como Babilak Bah (MG), Escurinho (PB), Z’África Brazil (SP), Anastácias (RS), Costa a Costa (CE), Ellen Oléria (DF), Atitude Feminina (DF), Congo Nya(DF) e Bongar (PE). Em 2009 cerce de quatro mil pessoas assistiram Pegada Black, Luciana Oliveira, Ellen Oléria e Sandra de Sá.

CaraECulturaNegra é um festival de cultura afro-brasileira que reúne exposições, palestras, visitas guiadas, mostras fotográficas, lançamento de livros, capacitação, debates, oficinas, apresentações musicais, teatro, dança, audiovisuais e artes plásticas.

Link do festival: WWW.caraeculturanegra.blogspot.com

Forum Radcal de Mídia e Juventude

Uma realização da Fundação Athos Bulcão com apoio da Unicef, o fórum foi realizado em sua primeira edição em 2009, levando jovens de todo o Distrito Federal para a discussão em torno da comunicação.

Participaram o jornalista Rafael Cortez, do programa CQC, da Rede Bandeirantes e a equipe do projeto Radialistas do Futuro. Também fez parte da programação oficinas de comunicação e arte e uma intervenção do Movimento Música para Baixar sobre cultura livre e direitos autorais.

A Griô Produções é responsável pela produção cultural do fórum que tem como pretensão uma edição anual e que possa ser ampliada para envolver outros estados brasieliros.

O fórum se caracteriza como uma oportunidade de participação, mobilização e encontro de jovens, grupos culturais, movimentos sociais e instituições que atuam na área de comunicação. Pensado e produzido por jovens e para jovens, o Fórum é um espaço aberto de diálogo, troca e consolidação de conhecimentos e equipamentos para a promoção de informação qualificada.

Quem Somos Nós

Produtora Social, Griô Produções tem como missão estimular a produção cultural, dando visibilidade às/aos artistas nos meios de comunicação, bem como no cenário de produção local e nacional, em especial no desenvolvimento de projetos de valorização da cultura negra e com recorte de gênero e também que apostem na cultura livre.

A proposta principal é perceber cultura como cidadania, educação, saúde, algo que extrapole a realização de shows ou eventos pontuais. Por isso a Griô Produções está sempre interessada em propor e lutar por políticas públicas culturais e isso se dá na escolha dos projetos que realiza, seja como proponente ou como parceira.

Inevitavelmente a Griô ficou conhecida como uma produtora militante, sobretudo no que diz respeito às questões relacionadas a gênero e raça. Dialogamos com diversos movimentos sociais e entidades, como Movimento Música para Baixar, Fórum de Mulheres Negras, Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial, Marcha de Mulheres, Fórum de Mídia e Juventude, Fórum de Cultura do DF, Software Livre, Associação Lésbica Feminista Coturno de Vênus, Coletivo Feminista de Brasília, Sapataria, Coletivo Wendo, CMI, Movimento Passe Livre, Rede Nacional de Controle Social e Saúde da População Negra, FOAFRO, entre outras.

No âmbito internacional buscamos aproximação com os países latino-americanos, na perspectiva de integração e intercâmbios culturais/políticos.

Formada por mulheres, Griô Produções trabalha também no sentido de dar visibilidade à força feminina manifestada nos palcos, nas ruas, no dia-a-dia, na construção social. Griô é resultado da aliança e sintonia de pessoas que querem construir uma história de negócios com valores agregados.

Griô Hip Hop

Voltada, também, para a circulação da cultura hip hop, Griô Hip Hop trabalha pelo fortalecimento da cena e do mercado relacionado aos quatro elementos, levando ao público o que está além do que se vê no mainstraim. Griô acredita que todo o processo produtivo e de crescimento da cultura hip hop deva estar sob a gestão d@s envolvid@s, gerando sustentabilidade para reais agentes do movimento.

Além de projetos envolvendo a cultura hip hop nas áreas de educação e cultura, a Griô produz atualmente os artistas Nego Dé, Vera Verônika, Ignoreporfavor, Bsb-Girls e GOG, o poeta do Rap Nacional.

Serviços

Produção Cultural Produção Artística Elaboração de Projetos Agenciamento Assessoria de Comunicação Produção Audiovisual Produção de Cursos, palestras e oficinas

Juntas nessa, aqui e acolá:

Chaia Dechen

Elizabeth Cézar Nunes

Ionara Talita Silva

Jacira Silva

Jaqueline Fernandes

Nailleé Galeão

Sabrina Horácio

Griô, valores que agregam produção!

18 de jan de 1999

Griô Audio Visual

A Griô Audivisual oferece serviços voltados para a produção e edição de vídeos, documentários, institucionais, eventos, clipes musicais e criação de aberturas e vinhetas. Também produz DVDs interativos, com menus animados, legendas, tradução, apresentações multimídia com video-foto e edição de imagens.

Clipes musicais

Em nosso trabalho procuramos aplicar novas linguagens, buscando inserir valores, sem qualquer discriminação de raça, cor, gêreno ou credo.

Conheça nosso Kit de divulgação audiovisual

DVD interativo com menus animados

Release

Vídeo Clipe

Video-Foto

musicas mp3

Impressão de capa e arte em mídia

Divulgação do video clipe

Obs. O Kit de divulgação audiovisual poderá servir como material de apresentação para artistas, instituições, empresas e projetos em geral. Entre em contato para saber mais sobre este e outros serviços.




Apresentação Griô



Programa Latinidades – TV Comunitária do DF:



Festival Conexões Griô

GOG, Hadda, 3UmSó



Edição Planaltina Freestyle



Planaltina Clipe



Entrevistas Planaltina



Planaltina Nego Dé



Planaltina Gilbertos Come Bacon




Grafite - Ignoreporfavor











II Conferência de Igualdade Racial - Conapir


Vera Ferpiano




Vera Ferpiano



Sueli Chan



Sueli Chan



Lady Rap



Edna Roland



DJ Branko




Mulheres Contra o AI5 Digital

Griô Audiovisual contra o AI5 Digital



Griô produções contra o AI5 Digital



Coletivo Feminista de Brasília em favor do MPB



Da Capo contra o AI5 Digital



Carol Silvério contra o AI 5 Digital




GOG

Entrevista Clica Brasília



Teatro Mágico, Ellen Oléria e GOG



GOG e Maria Rita




Prefeitura do Setor de Diversões Sul – Cara e Cultura Negra

Stive Evans



Silvana Leal



Boaz Rottem



Berie Winkel



Vicent de Groot



Diáspora



Marco Paoluzzo



Dos Winkel




BSB-Girls


BSB-Girls vs Black Spin



Fab-girl vs Elétro



Performance Conappir



Lou, Fabi e Dido



Fab-girls VS Miwa

 

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